Por: Júlia Baumgratz | Atualizado em outubro de 2026
Os acidentes de trabalho estão entre os acontecimentos mais temidos pelas empresas, principalmente nas que têm atividades de alto risco. Eles trazem impactos pessoais, organizacionais e econômicos enormes. Mas existe um fator de prevenção que muitas vezes não recebe a devida importância: a ergonomia.
As ações de prevenção mais comuns
- treinamentos e capacitação;
- desenho de processos de segurança;
- fornecimento e incentivo ao uso de EPIs;
- incentivo a pausas e ginástica laboral;
- atuação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio).
O peso da ergonomia nos acidentes
No livro “Um Novo Olhar na Prevenção de Acidentes do Trabalho: O Fator Ergonomia”, o autor analisa 983 acidentes e conclui que, em 41% dos casos, a má condição ergonômica foi um fator determinante muito importante ou de média importância. Ou seja, problemas ergonômicos estavam envolvidos em 405 desses acidentes.

Uma das atividades com maior número de acidentes e com alto impacto da falta de avaliação de fatores ergonômicos, o reflorestamento.
Uma das atividades com maior número de acidentes e alto impacto da falta de avaliação ergonômica é o reflorestamento, mas o raciocínio vale para indústrias, logística, construção, saúde e muitos outros setores.
Onde a ergonomia poderia ter evitado o acidente
Entre as más condições ergonômicas de maior impacto nos acidentes analisados, estão:
- processos criados sem considerar a ergonomia desde a concepção;
- layout projetado sem a participação da ergonomia, junto a arquitetos e engenheiros, deixando espaço, máquinas e fluxo de trabalho mal integrados;
- sobrecarga física e mental, que aumenta a chance de erros;
- ferramentas inadequadas ou inexistentes, que obrigam o trabalhador a improvisar e adotar posturas de risco;
- posturas forçadas de tronco, que reduzem a capacidade e a força na execução;
- transporte inadequado de cargas, com peso acima do recomendado, longos períodos de movimentação ou ambos.
Como a ergonomia previne acidentes na prática
- AEP e AET para identificar e classificar os riscos;
- ergonomia de concepção em novos projetos, layouts e processos;
- análise de acidentes e quase acidentes com olhar ergonômico;
- gestão da carga mental e dos riscos psicossociais (NR-01), que também causam erros e acidentes.
Em empresas com atividades de alto risco, a ergonomia precisa fazer parte da estratégia de segurança. Leia também: O que fazer após um acidente do trabalho?
Como a ComSi pode ajudar
A ComSi realiza AEP, AET, laudo ergonômico, ginástica laboral e gestão de riscos psicossociais (NR-01) para empresas de Belo Horizonte, de todo o Brasil e do exterior. Conheça as nossas soluções para empresas.
Deixe um comentário