Assédio moral e comunicação agressiva estão entre os fatores de risco psicossociais que mais geram adoecimento, afastamentos e ações trabalhistas. Com a NR-01 exigindo a gestão desses riscos, identificar e prevenir essas situações deixou de ser opcional.
Como o problema aparece no dia a dia
- Gritos, ironias, humilhações ou críticas em público
- Metas impossíveis usadas como forma de pressão
- Isolamento de um colaborador ou exclusão de reuniões
- Mensagens agressivas fora do horário de trabalho
- Rotatividade alta e afastamentos concentrados em um mesmo setor
O que a lei exige
Além da NR-01, a Lei 14.457/2022 determina que empresas com CIPA adotem medidas de prevenção e combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho, como regras de conduta nas normas internas, canais para recebimento de denúncias, inclusão do tema nas atividades da CIPA e capacitações periódicas.
Como prevenir na prática
- Diagnóstico sigiloso: questionário anônimo (como o COPSOQ) combinado a entrevistas individuais;
- Mapeamento por setor: identificar onde estão os focos de conflito;
- Capacitação de lideranças: comunicação não violenta, feedback e gestão de conflitos;
- Canal de escuta confiável e fluxo claro de apuração;
- Plano de ação no PGR, com revisão periódica dos indicadores.
Por que entrevistas fazem diferença
Questionários digitais mostram tendências, mas situações de assédio costumam ser subnotificadas. Entrevistas individuais, conduzidas com sigilo e método, revelam o contexto, os padrões de comportamento e as causas organizacionais, o que torna o plano de ação muito mais eficaz.
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