Por: Júlia Baumgratz | Atualizado em outubro de 2026

O absenteísmo é a ausência do trabalhador por doenças, acidentes de trabalho ou outros motivos (SOUTO, 1980). Ele pesa no bolso da empresa e na rotina das equipes. Neste artigo, mostramos como a ginástica laboral, aliada à ergonomia, ajuda a reduzir faltas e afastamentos.

Por que o absenteísmo merece atenção

Segundo Ramalho (2017), índices de absenteísmo acima de 1,2% exigem avaliação atenta e a adoção de medidas de promoção da saúde e prevenção de agravos.

As dores musculoesqueléticas estão entre as principais causas. Na Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2013), mais de 14,1 milhões de brasileiros deixaram de realizar atividades habituais, como trabalhar ou estudar, por motivo de saúde, e dores nas costas, no pescoço ou na nuca (10,5%) e nos braços ou mãos (5,5%) estavam entre os principais motivos. Dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho apontaram quase 39 mil afastamentos por LER/DORT em 2019.

O custo escondido das faltas e da rotatividade

Em um caso atendido pela ComSi, o cliente tinha alto índice de absenteísmo e turnover por falta de adaptação de mobiliário e equipamentos. Isso aumentava os custos com:

  • Contratação: exames admissionais, recrutamento e seleção, trâmites internos;
  • Treinamento para a função, que levava cerca de 3 meses;
  • Horas extras para suprir a demanda de produção;
  • Produção: afastados por dores reduzem a entrega e mantêm o custo; recém-contratados produzem menos no início;
  • Quadro maior de colaboradores para cobrir faltas e saídas.

A solução: ginástica laboral sob medida

A principal ação proposta foi implantar a ginástica laboral, enquanto a empresa fazia os ajustes de mobiliário e equipamentos conforme recursos e tempo disponíveis. Ajustada às demandas de cada setor, a ginástica laboral reduziu as queixas e os afastamentos.

Para isso, cada setor é atendido em sua particularidade, com base na análise ergonômica do trabalho atualizada e em projetos de engajamento das supervisões e gestões.

Benefícios da ginástica laboral

  • Prevenção de dores e de LER/DORT;
  • Menos faltas, afastamentos e horas extras;
  • Mais disposição, concentração e produtividade;
  • Melhor integração entre as equipes e clima organizacional;
  • Pausa ativa que também ajuda a reduzir o estresse, um dos riscos psicossociais da NR-01.

Organizações de referência, como a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), reúnem estudos de caso mostrando que ações de prevenção de LER/DORT melhoram as condições de trabalho, aumentam a satisfação, reduzem o absenteísmo e elevam a produtividade e a qualidade.

Engajamento faz a diferença

Além das sessões, é importante falar com as equipes sobre:

  • a importância da ginástica laboral e das pausas;
  • a relação entre afastamentos, baixa produtividade e as demandas físicas do trabalho;
  • informações atualizadas sobre os resultados do programa na empresa.

Assim, os colaboradores entendem o valor da prática e participam mais. Leia também: Como surgiu a ginástica laboral e quais os tipos.

Como a ComSi pode ajudar

A ComSi desenvolve programas de ginástica laboral presenciais, on-line ou mistos, com foco em práticas orientais como Tai Chi Chuan, Chi Kung e meditação, para empresas de Belo Horizonte, de todo o Brasil e do exterior. Conheça as nossas soluções para empresas.

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