Por: Júlia Baumgratz | Atualizado em outubro de 2026

Sempre que precisamos gerenciar mudanças em uma empresa, é preciso planejar para que elas aconteçam de forma gradual e contínua. Saber o que fazer primeiro, o que pode ficar para depois e o que precisa ser mantido é essencial para que a intervenção dê resultado. Na ergonomia, uma das melhores ferramentas para isso é a matriz de risco.

O problema: muitas recomendações, recursos limitados

A AEP e a AET identificam os riscos a que os colaboradores estão sujeitos, o grau de cada risco e sugerem modificações para reduzi-los. Aí surgem as dúvidas:

  • Como aplicar essas mudanças?
  • O que é mais importante modificar agora?
  • Onde investir a verba disponível?
  • Como planejar para atender todas as demandas?

O que é a matriz de risco

A matriz de risco, também chamada de matriz de probabilidade e impacto, é uma tabela orientada por duas dimensões:

  • Probabilidade: a chance de o dano acontecer;
  • Impacto (ou severidade): a gravidade das consequências, se acontecer.
Matriz de risco

Fig. 1 – Exemplo de tabela de Matriz de Risco

Cruzando as duas dimensões, chegamos à classificação do risco (por exemplo, baixo, moderado, alto ou crítico), que mostra visualmente o que precisa ser tratado primeiro.

Como usar a matriz de risco na ergonomia

  1. Liste os riscos identificados na AEP ou na AET, por setor e função;
  2. Atribua probabilidade e impacto a cada um, com critérios definidos;
  3. Classifique e priorize: riscos altos e críticos vêm primeiro;
  4. Monte o plano de ação, com prazos, responsáveis e custo estimado;
  5. Acompanhe e reclassifique depois de cada melhoria implantada.

Benefícios para a empresa

Com a matriz, a comunicação entre SESMT, RH, gestores e diretoria fica mais clara, e o investimento vai para onde gera o maior impacto positivo, o mais cedo possível, na segurança dos colaboradores. Esse ganho se reflete também em produtividade, satisfação da equipe e clima organizacional.

Integração com o PGR e a NR-01

A classificação dos riscos é exigida no inventário de riscos do PGR. A mesma lógica vale para os riscos psicossociais, que desde 2026 precisam ser avaliados e classificados conforme a NR-01. Saiba mais sobre a adequação à NR-01.

Ferramentas simples para começar

Dá para fazer a gestão da matriz de risco em ferramentas gratuitas, como planilhas (Excel ou Google Sheets) e quadros de tarefas (Trello, por exemplo), associando o acompanhamento das ações conforme a disponibilidade da empresa.

Leia também: O que é Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e como fazer.

Como a ComSi pode ajudar

A ComSi realiza AEP, AET, laudo ergonômico e consultoria de PGR/GRO para empresas de Belo Horizonte, de todo o Brasil e do exterior. Conheça as nossas soluções em saúde corporativa para empresas.

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