Por: Júlia Baumgratz | Atualizado em outubro de 2026

Na saúde, quando queremos saber se está tudo bem, procuramos um clínico geral. Ele faz perguntas direcionadas, analisa o caso do ponto de vista físico, ambiental e social, chega a um diagnóstico e sugere mudanças. Com o trabalhador na empresa é igual: é preciso avaliar não só a parte física, mas também os fatores psicossociais e organizacionais do trabalho.

O que são riscos psicossociais e organizacionais

São condições da forma como o trabalho é organizado e gerido que podem adoecer as pessoas. Alguns exemplos:

  • alta demanda, metas muito rigorosas e prazos apertados;
  • jornadas longas e falta de pausas;
  • conflitos hierárquicos, assédio e comunicação agressiva;
  • falta de autonomia e de reconhecimento;
  • monotonia ou, ao contrário, sobrecarga mental;
  • papéis mal definidos e mudanças mal comunicadas;
  • insatisfação e mau clima organizacional.

Qual o impacto para o colaborador e para a empresa

Essas situações têm impacto profundo na saúde do colaborador, com estresse, ansiedade, depressão, burnout e até dores físicas, e, consequentemente, na saúde da empresa: mais faltas e afastamentos, rotatividade, queda de produtividade e risco de processos trabalhistas.

O que mudou com a NR-01

Com a Portaria MTE nº 1.419/2024, os fatores de risco psicossociais passaram a fazer parte, de forma obrigatória, do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do PGR. Depois de um período educativo, a fiscalização com possibilidade de autuação começou em 26 de maio de 2026. Ou seja, identificar e gerenciar esses riscos deixou de ser apenas boa prática e passou a ser exigência legal. Veja o passo a passo em NR-01 e riscos psicossociais: o que sua empresa precisa fazer agora.

Como identificar esses riscos

A Análise Ergonômica do Trabalho (AET), prevista na NR-17, já considera os fatores organizacionais, cognitivos e psicossociais. Para um diagnóstico mais completo, a ComSi combina:

  1. questionários validados, como o COPSOQ, aplicados de forma on-line e anônima;
  2. entrevistas individuais, que dão mais profundidade em casos de assédio e conflitos;
  3. observação do trabalho real e, quando indicado, avaliação da carga mental (NASA-TLX);
  4. classificação dos riscos por setor e inclusão no inventário do PGR.

O que fazer depois do diagnóstico

  • montar um plano de ação com foco na organização do trabalho, com prazos e responsáveis;
  • treinar as lideranças;
  • criar canais de escuta e participação dos trabalhadores;
  • acompanhar indicadores e revisar periodicamente.

Leia também: Assédio moral e comunicação agressiva: como identificar e prevenir.

Como a ComSi pode ajudar

A ComSi faz a gestão de riscos psicossociais conforme a NR-01, do diagnóstico ao acompanhamento, com sigilo e relatórios claros para RH, SESMT e diretoria. Conheça a nossa adequação à NR-01.

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